Segunda-feira, 19 de Novembro de 2007

"AMAR BONITO"

.

Um belíssimo texto sobre o amor...

Talvez seja tão simples, tolo e natural que você nunca tenha parado para pensar:
Aprenda a fazer bonito seu amor. Ou fazer o seu amor ser ou ficar bonito.
Aprenda, apenas, a tão difícil arte de amar bonito.
Gostar é tão fácil que ninguém aceita aprender...
Tenho visto muito amor por aí. Amores mesmo: bravios, gigantescos, descomunais, profundos, sinceros, cheios de entrega, doação e dádiva.

Mas esbarram na dificuldade de se tornar bonitos.
Apenas isso: bonitos, belos ou embelezados, tratados com carinho, cuidado e atenção.
Amores levados com arte e ternura de mãos jardineiras.
Aí, esses amores que são verdadeiros, eternos e descomunais, de repente se percebem ameaçados e tão somente porque não sabem ser bonitos: cobram, exigem, rotinizam, descuidam, reclamam, deixam de compreender, necessitam mais do que oferecem, precisam mais do que atendem, enchem-se de razões. Sim, de razões!
Ter razão é o maior perigo no amor...

Quem tem razão sempre se sente no direito (e o tem) de reivindicar, de exigir justiça, equidade, equiparação, sem atinar que o que está sem razão talvez passe por um momento de sua vida no qual não possa ter razão.
Nem queira!!!
Ter razão é um perigo: em geral, enfeia um amor, pois é invocado com justiça, mas na hora errada.
Amar bonito é saber a hora de ter razão. Ponha a mão na consciência. Você tem certeza de que está fazendo o seu amor bonito?
De que está tirando do gesto, da ação, da reação, do olhar, da saudade, da alegria do encontro, da dor do desencontro a maior beleza possível?

Talvez não. Cheio ou cheia de razões, você separa do amor apenas aquilo que é exigido por suas partes necessitadas, quando talvez dele devesse pouco esperar, para valorizar melhor tudo de bom que de vez em quando ele pode trazer.
Quem espera mais do que isso sofre e, sofrendo, deixa de amar bonito.
Sofrendo, deixa de ser alegre, igual irmão, criança.
E sem soltar a criança, nenhum amor é bonito.
Não tema o romantismo.
Derrube as cercas da opinião alheia.

Faça coroas de margaridas e enfeite a cabeça de quem você ama.
Saia cantando e olhe alegre.
Recomenda-se: encabulamentos, ser pego em flagrante gostando, não se cansar de olhar e olhar, não atrapalhar a convivência com teorizações, adiar sempre... se possível com beijos – ‘aquela conversa importante que precisamos ter', arquivar, se possível, as reclamações pela pouca atenção recebida.

Para quem ama, toda atenção é sempre pouca.
Quem ama feio não sabe que pouca atenção pode ser toda a atenção possível.
Quem ama bonito não gasta tempo dessa atenção cobrando a que deixou de ter.
Não teorize sobre o amor (deixe isso para nós, pobres escritores que vemos a vida como criança de nariz encostado na vitrine cheia de brinquedos dos nossos sonhos); não teorize sobre o amor, ame. Siga o destino dos sentimentos aqui e agora.
Não tenha medo exatamente de tudo o que você teme, como: a sinceridade, abrir o coração, contar a verdade do tamanho do amor que sente; não dar certo e depois vir a sofrer (sofrerá de qualquer jeito). Jogue por alto todas as jogadas, estratagemas, golpes, espertezas, atitudes sabiamente eficazes (não é sábio ser sabido): seja apenas você no auge de sua emoção e carência, exatamente aquele que a vida impede de ser. Seja você cantando desafinado todas as manhãs. Falando besteiras, mas criando sempre. Gaguejando flores.
Sentindo o coração bater como no tempo de Natal infantil.
Revivendo os caminhos que intuiu em criança. Sem medo de dizer eu quero, eu gosto, eu estou com vontade...

(Artur da Távola)

Sinto-me: Sem palavras!
Em meus ouvidos toca: Enche este lugar.
Tags: ,
Rabiscado por Bridget Bran às 18:52
Link do Post | Teçam seus comentários | Adicionar aos favoritos
Segunda-feira, 29 de Outubro de 2007

...

.

“Sei que pode parecer idiotice, mas não devemos cometer o mesmo erro duas vezes...

E eu posso gritar pra todo mundo ouvir...

Eu cometi o mesmo erro duas vezes!

Confiar em quem eu não devia, me apaixonar por quem eu não devia, buscar esperanças em pessoas erradas e sempre pensar: "O que eles tem que eu não tenho?!" Isso é um erro também!


Talvez eles tenham sorte, que eu acho que é mais provável.

Eu nasci sem sorte e ao mesmo tempo com a maior sorte do mundo, sou saudável, tenho família, amigos...

E eu acho que o ódio é uma coisa natural. E se hoje eu sinto isso, é por culpa “deles”.

Cada um escolhe um caminho e sabe muito bem o que os espera no fim dele.
De um tempo para cá a visão de amizade mudou muito pra mim, não sei se tenho amigos, trato todos com desconfiança.
Procuro ouvir mais do que falar...
Eu não me condeno pelo passado, afinal eu gostei de fazer o que eu fiz, eu me sentia melhor, mesmo sabendo que era errado, ou melhor, não era errado, a visão de certo e errado depende do ponto de vista e de quem observa...

E para mim era certo!

Eu vivo o passado de certo modo...

Daí eu penso comigo, como fazer para não cometer o mesmo erro pela 3ª vez? Não confiando mais em ninguém? Mas desse jeito eu não vivo, certo?
Não consigo ficar nem uma hora sem me relacionar com as pessoas, sem contar a minha vida inteira...
E inutilmente me queixar dos meus problemas pequenos. O que é um erro, se compararmos os problemas de algumas outras pessoas...

Eu sou feliz do jeito que eu sou...

... Baixinho, gordinho, não sou bom em esporte algum, grosso, anti-social, antipático, autoritário, tímido e como diriam, “manipulador”...

Não me sinto na obrigação de ouvir o que as pessoas falam, mas gostaria que sempre elas pudessem me ouvir.

To nem ai para o que pensam de mim...

De vez em quando acordo querendo que vá todo mundo para o inferno.
Já desejei morrer algumas vezes, mais isso é idiotice, a vida é a melhor coisa do mundo

Não concordo com o que as pessoas fazem com os outros.
Não vejo como as pessoas podem tratar mal as outras sem pensar no que elas sonham e acordam pensando, assim como todos nós.

Minha vida não é idiota, monótona, parada... eu apenas resolvi viver assim
Meus sonhos nunca são pequenos ou grandes demais, apenas são do tamanho que eu quero que eles sejam.
Tenho as minhas paixões, morreria por alguns. Não tenho medo da morte.

Não acredito em tudo o que me impõe...
Não acredito em religiões, apenas em Deus, e mesmo sem querer, duvido dele de vez em quando [mais uma burrice minha]
Acabo sempre querendo ajudar os outros e esqueço de mim mesmo, de certa forma, burrice também.

As pessoas de certo modo sempre fazem o que elas querem de mim e acabo sendo chamado de manipulador, isso não é engraçado?

Sempre tenho pessoas ferindo minhas memórias...
E roubando o que é meu!

Odeio pessoas que não vivem a idade que tem...

Sempre pensam no futuro e não vivem o presente

Odeio suicidas, homens que batem em mulheres, minipuladores, estrategistas, terroristas, assassinos.

Queria ser tudo o que sonham e sonhavam que eu fosse...

Não acho legal pais que destroem os sonhos dos filhos, pais que batem em filhos, pais que escravizam os filhos, pais que confundem respeito com adestramento...[Eu não vivo isso, ainda bem!]

Devemos viver o que somos!!!

Eu casaria com muita gente, eu passaria o resto da minha vida com muita gente, e eu também jogaria muita gente de uma janela do 20º andar...

Eu queria poder fazer um mundo melhor, mudar muita coisa, muitas pessoas

E por um minuto perceber que alguém se importa com o que eu falo.

Eu gosto de fazer planos
de apaixonar...

Eu gosto do diferente...”

.

.

Sinto-me: Maquinando...
Em meus ouvidos toca: Tive Razão - Seu Jorge
Tags:
Rabiscado por Bridget Bran às 17:17
Link do Post | Teçam seus comentários | Adicionar aos favoritos
Sexta-feira, 26 de Outubro de 2007

EU AINDA VIVO A ME PERGUNTAR...

"Como é que se esquece alguém que se ama?

.

.

Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver? Quando alguém se vai embora de repente como é que se faz para ficar? Quando alguém morre, quando alguém se separa - como é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já lá não está? As pessoas têm de morrer, os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar. Sim, mas como se faz? Como se esquece?
Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e ações de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar."

.

.

Recebi esse texto por e-mail e pensei, "Putz, alguém também sofre do mesmo drama que eu!" Ninguém merece....

.

.

Bora lá!!

.

.

.

.

Sinto-me: A perguntar...ainda!
Em meus ouvidos toca: Out of reach - Gabrielle
Tags: ,
Rabiscado por Bridget Bran às 18:38
Link do Post | Teçam seus comentários | Adicionar aos favoritos
Quinta-feira, 6 de Setembro de 2007

AMORES MAL RESOLVIDOS

.

Olhe para um lugar onde tenha muita gente: uma praia num domingo de 40º, uma estação de metrô, a rua principal do centro da cidade. Metade deste povaréu sofre de Dor de Cotovelo. Alguns trazem dores recentes, outros trazem uma dor de estimação, mas o certo é que grande parte desses rostos anônimos tem um Amor Mal resolvido, uma paixão que não se evaporou completamente, mesmo que já estejam em outra relação. Por que isso acontece?

.

Tenho uma teoria, ainda que eu seja tudo, menos teórico no assunto. Acho que as pessoas não gastam seu amor. Isso mesmo. Os amores que ficam nos assombrando não foram amores consumidos até o fim. Você sabe, o amor acaba. É mentira dizer que não. Uns acabam cedo, outros levam 10 ou 20 anos para terminar, talvez até mais. Mas um dia acaba e se transforma em outra coisa: lembranças, amizade, parceira, parentesco, e essa transição não é dolorida se o amor for devorado até o fim.

.

Dor de Cotovelo é quando o amor é interrompido antes que se esgote. O amor tem que ser vivenciado. Platonismo funciona em novela, mas na vida real demanda muita energia sem falar do tempo que ninguém tem para esperar. E tem que ser vivido em sua totalidade. É preciso passar por todas etapas: atração-paixão-amor-convivência-amizade-tédio-fim. Como já foi dito, este trajeto do amor pode ser percorrido em algumas semanas ou durar muitos anos, mas é importante que transcorra de ponta a ponta, senão sobra lugar para fantasias, idealizações, enfim, tudo aquilo que nos empaca a vida e nos impede de estarmos abertos para novos amores.

 

Se o amor foi interrompido sem ter atingido o fundo do pote, ficamos  imaginando as múltiplas possibilidades de continuidade, tudo o que a gente poderia ter dito e não disse, feito e não fez. Gaste seu amor. Usufrua-o até o fim. Enfrente os bons e maus momentos, passe por tudo que tiver que passar, não se economize. Sinta todos os sabores que o amor tem, desde o adocicado do início até o amargo do fim, mas não saia da história na metade.

 

Amores precisam dar a volta ao redor de si mesmo, fechando o próprio ciclo. Isso é que libera a gente para Ser Feliz Novamente.

.

(Por Arnaldo Jabor - Jornalista)

.

.

Difícil concordar, mas talvez tenha algum sentido...

.

.

Sinto-me: Precisando de uma Smirnoff Ice
Em meus ouvidos toca: Musiquinha repetida no rádio...
Tags: ,
Rabiscado por Bridget Bran às 18:54
Link do Post | Teçam seus comentários | Adicionar aos favoritos
Terça-feira, 14 de Agosto de 2007

A HISTÓRIA DA PRINCESINHA...

.

Era uma vez um príncipe encantado... Ele se mostrou perfeito, amoroso, preocupado, lindo...

 

A pobre princesa se apaixonou na primeira vez que o viu. E aquele olhar sempre esteve nos pensamentos dela.

 

A princesa teve medo no inicio porque o anjo da guarda dela avisou pra ela ter cuidado... Mas ela preferiu se arriscar e se arriscou. Foi fundo. Acreditou. Amou. Entregou-se.

 

E então, o príncipe mudou, já não era mais amoroso, nem preocupado... Ele já não fazia a princesa feliz, embora ela quisesse estar feliz...

 

Ela chorava, mas ele não ligava e a deixou mesmo sabendo do amor que ela dedicava e sentia.

 

 A pobre princesa, sozinha, sofria, chorava, clamava aos  deuses sua ajuda e seu anjo da guarda mais uma vez  voltou a aconselhá-la. Ele mostrou uma tela na qual ela podia ver tudo o que sofreu, tudo o que deu de bom àquele príncipe e ele jogou fora. O seu anjo disse pra ela ser feliz, se desprender, porém, mais uma vez ela não o escutou fechou os olhos e continuou acreditando no que já não existia, fechou a janelinha do seu palácio, fechou a porta, ficou no escuro e dia após dia ela não sabia se havia sol ou chuva naquele reino... porque estava trancada em seu mundo triste esperando que o príncipe abrisse a porta.

 

Então chegou uma fada piedosa e lhe disse: “princesinha linda, como o príncipe vai abrir as portas do seu castelo se SÓ VOCÊ TEM A CHAVE"?

 

A princesa parou para pensar que ficou sozinha no escuro não porque o príncipe não vinha abrir a porta, mas porque ela não quis abrir a porta...

 

E desde então, ela resolveu que a janelinha e

a portinha ficariam abertas. Ela então poderia ver o

sol ou a chuva lá fora, e a mudança do tempo, e

a mudança do mundo, as flores e tudo que tinha

vida para, então, a vida fazer sentido para ela...

 

E desse momento em diante a princesinha poderia fazer sua escolha. Poderia compartilhar sua vida

com o universo e ser capaz de ser feliz ou ficar

ali, parada, esperando o príncipe que talvez já

não quisesse saber da estrada que o traria de volta até ela.

 

 

Fico a pensar qual rumo a vida deu a esta princesinha....

 

Sinto-me: Identificando a história
Em meus ouvidos toca: Não sei porque, mas a música é "Lembranças do Amor"

.Eu, eu mesma e sem Irene!

.Ainda no Forno:

. DIÁRIO...

. FORTE FRAQUEZA...

. NOITE DE LUZES...

. CAPAZ...

. PALAVRAS AO VENTO...

.Julho 2009

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9
10
11

12
13
14
15
16
17

19
20
21
22
23
24
25

27
28
29
30
31


.Lembranças

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

.Tags

. todas as tags

.Pesquisar neste blog

 

.subscrever feeds