Segunda-feira, 17 de Novembro de 2008

LEMBRANÇAS...

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Nas últimas semanas uma pessoa tem sido lembrada em casa. Pai! Ultimamente ele não tem saído de nossas bocas. São vários os assuntos, até coisas que eu nunca soube na época que ele estava vivo minha mãe andou soltando.
 
Minha mãe sempre teve um "senso maternal" de não falar certas coisas para mim, falo em senso maternal, pois foi e é graças a essa atitude que hoje eu tenho as melhores lembranças dele e não consigo guardar "mágoas" em relação as coisas que ele fez em vida.
 
Há poucos dias eu peguei-a falando com minha tia a respeito da doença dele, as mudanças bruscas de comportamento que eu cheguei a presenciar várias, mas por ser muito nova nunca entendi e nunca soube, de fato, a extensão da coisa. Eu estava lavando o banheiro quando ouvi essa conversa e não teve como não chorar, passou um monte de coisas em minha mente nessa hora, foi inevitável não sentir saudades...
 
Um outro dia minha mãe e eu conversávamos sobre família, pelo que ela fez por ele depois que ele voltou doente. E em relação a família dele que não fez nada por ele, pelo contrário, desprezou. E eu não consigo alimentar nenhum sentimento por eles, acho que isso marcou muito em mim, não tenho raiva, mas eu simplesmente não penso neles, apenas na minha avó que infelizmente já faleceu.
 
O foco dessa conversa que tivemos foi meu tio que está, de certa forma, na mesma situação. A diferença é que ele voltou para a casa da mãe e a mulher dele nem quer saber. Por várias vezes me peguei pensando na atitude que minha mãe teve quando meu pai bateu em nossa porta doente. Ela o colocou pra dentro e cuidou dele de uma forma jamais vista.
 
Há muito tempo me pergunto por quem ela fez tudo aquilo, se por ela, por ele ou por nós, seus filhos. Nunca consegui encontrar essa resposta, mas admiro muito minha mãe por tudo o que ela fez, pela luta dela, pela postura. Mesmo ele tendo aprontado muito, ela nunca falou mal dele e ainda assim cuidou dele.
 
Tempos difíceis, mas que deixaram além de marcas, as lições. Lições que nos ajudaram a crescer, a seguir o caminho certo e a agradecer a ele por ter dado a oportunidade de passarmos por tudo aquilo.
 
Mesmo depois de tantos anos, mesmo tendo crescido sem a presença dele na minha vida, eu me pego tentando imaginar como seria a minha vida com a presença do meu pai. Embora não muito hoje em dia, eu sempre ansiei por isso e sempre "invejo" meus amigos que tem um pai...
 
Será meu imaginário pelo resto da vida....

 

Sinto-me: Acho que bem!
Em meus ouvidos toca: Música da saudade....
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Rabiscado por Bridget Bran às 23:39
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