Segunda-feira, 3 de Setembro de 2007

ABRAÇO APERTADO...

 

Há algum tempo que venho sentindo uma vontade muito grande de fazer isso. Até então nunca tinha ido atrás para saber como era, para obter informações e etc.

 

A vontade só aumentava e então comecei a pesquisar alguma coisa pela internet mesmo, tive sorte, encontrei várias coisas e lugares também. Hoje de manhã fui fazer integração e assinar, enfim, o contrato de adesão.

 

Mas a integração foi a melhor parte de todo o processo. Saímos para conhecer as dependências do local onde passarei as manhãs de domingo. O lugar é imenso, por fora ninguém tem a impressão de ser tão grande assim.

 

Enfim, quero mesmo relatar o momento mais especial de toda essa história. Eu, a partir de hoje, farei trabalho voluntário em uma instituição que cuida de pessoas com deficiência mental. Vou lá para tentar passar algum carinho, afeto, amor àquelas “crianças” tão carentes disso e de tantas outras coisas... (ou talvez, não!).

 

Éramos um pequeno grupo e a instrutora falava a respeito do local, dos níveis da doença, de tudo. Passamos por uma área onde havia várias “crianças” (idade mental daquelas pessoas) e foi aquela festa para muitas delas que tinham um pouco de noção do que estava se passando ali, naquele momento. Alguns deles se aproximavam de nós...

 

Foi então que uma daquelas “crianças” aproximou-se, conversou com a instrutora e, então, passou a abraçar e a beijar a todos do grupo. Ela chegou até mim... Aquele abraço pareceu-me eterno. Era um abraço apertado, intenso, carinhoso e, acredito eu, totalmente sem noção e despretensioso.

 

A melhor coisa que aconteceu a mim nos últimos dias. O melhor abraço que tive na minha vida. A melhor coisa que decidi fazer até hoje...

 

Passei a pensar que vou obter muito mais do que irei dar àquelas “crianças”, amor, carinho, conforto... Acho que irei aprender muito mais do que ensinar. Acho que terei muito mais companhia do que irei fazer àquelas “crianças”.

 

Eu acredito que há coisas na vida que tem a sua hora para acontecer. Acho que hoje estou realmente preparada para assumir um compromisso desses. E a vontade veio somente agora porque só agora tinha que acontecer.

 .

Bora lá!

.

.

Sinto-me: Muito bem. Em paz...
Em meus ouvidos toca: Somewhere only we know - Keane
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Rabiscado por Bridget Bran às 03:03
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4 comentários:
De luanaeomar a 3 de Setembro de 2007 às 11:03
Olá Bridget Pseu,
É a primeira venho ver o teu blog, isto porque o tu post me deixou com uma vontade imensa de conheçer a pessoa que és.
Admiro muito as pessoas que fazem voluntariado, acho que é uma acção nobreza enorme.
Eu nunca fiz, mas já estive em contacto com pessoas como vais estar, apartir de agora todos os dias, e vais aprender muito com elas, são seres humanos, muito muito adoráveis e quando regressares a casa irás trazer contigo uma leveza na alma indescútivel.
Abraça esse projecto com todo o amor que tiveres para dar!
Bjux


De Bridget Bran a 3 de Setembro de 2007 às 20:48
Olá Luana, tudo bom?

Primeiramente, obrigada pela visita em meu cantinho.

Bom, sem mesmo ter contato com essas pessoas eu já consegui chegar em casa me sentindo muito bem, fico imaginando daqui para frente...

Espero em breve poder relatar os novos momentos dessa parte da minha vida...

Beijocas,
Bri


De Amadan a 4 de Setembro de 2007 às 04:12
Imagino que as crianças de que falas sejam vítimas do Síndroma de Dawn.
Eu trabalho num teatro e sempre que lá tem uma peça infantil uma turminha de meninos assim sempre vai assistir.
Uma das meninas, a Mariana, não consegue andar e eu sempre saio para a carregar do Onibus até à primeira fila onde ela assiste melhor.
Fiz isso a primeira vez não pela menina, mas para ajudar as professoras que os acompanhavam, a Mariana deve ter cerca de 20 anos e é pesada.
Mas logo na primeira vez, a Mariana sorriu-me de um jeitinho que me enterneceu e os outros meninos passaram a tratar-me como se eu fosse um deles. Não sabem o meu nome, mas tratam-me por "amigo" e quando me vêem sempre correm para me ebraçar.
Uma vez a Vera veio apresentar-me o namorado dela, como se eu fosse alguém importante na vida dela.
Haja coração que aguente...


De Bridget Bran a 4 de Setembro de 2007 às 18:03
Olá Amadan, tudo bom?

Nossa, que história linda...Emocionante!

As crianças que irei trabalhar não têm sindrome de down, elas são deficientes mentais. E são crianças, pois mentalmente são assim. Na verdade, a média de idade que prevalece são 50 anos.

Acredito que essa é uma experiência para engradecer nosso corações e nos fazer "saber" que nossa vida não é tão difícil como "lamentamos" ser...É exatamente isso que estou começando a visualizar...

Beijos,
Bri


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