Sábado, 11 de Agosto de 2007

VOCAÇÃO PARA FELICIDADE

.

 "Não serei o poeta de um mundo caduco."

 Não escreverei versos chorosos, cantando      tristezas infinitas,
 amores impossíveis, saudades dolorosas,
 paixões trágicas e não correspondidas.


 Tenho a vocação para a felicidade.
 Ser feliz não me traz sentimento de culpa.
 Não preciso da tristeza para justificar  a  inutilidade da vida.
 Não preciso morrer e ir  ao céu para encontrar  a felicidade.
Quero-a e tenho-a neste espaço terreno do  aqui e  do  agora.

 

A felicidade, tal e qual o  amor,  está dentro de mim
E transborda em ternuras, em melodias,

em carinhos, em alegrias, em cantos e encantos.

Sou feliz e não preciso me justificar.
Sorrio sem ver passarinho verde.
Não tenho medo de ser feliz.

Faço minha estrela brilhar.
Sem receio dos encontros, desencontros,
encantos e desencantos que o amor me diz.

Contrariedades? Eu  as tenho.
E quem não as tem na vida secular ?
Escassez de dinheiro? Nem é bom falar

Amores não correspondidos? Separações?

Rejeições? Saudades incuráveis?
Carinhos reprimidos, ternuras guardadas,

sem  a contra parte do outro?
Eu tenho aos montões.
Sou a rainha das perdas, necessárias ao meu crescimento.

Contudo quem não soube a sombra não sabe a luz.
E num livro de matemática existencial
juntei todos esses problemas insolúveis,
com as respostas nas últimas páginas.

Mas pra que me debruçar

sobre eles, procurando a solução
se a própria vida me conduz
a resposta final?

Sem medo de ser feliz vou por aqui e por ali
por onde os caminhos, as trilhas,
Os atalhos me levarem, traçando meu rumo.
Às vezes com alguma tristeza,
mas quem disse que felicidade
é o contrário de tristeza?
Tristeza é só uma momentânea falta de alegria!

É, amigo, amanhã é sempre um novo dia
E quando a infelicidade passar por aqui,
minhas malas estarão prontas
para eu ir por ali.

 

(C. Drummond de Andrade. )
.

Mais um cadim da Bri...

 

 

 

 

 

 

Sinto-me: Muito bem hoje
Em meus ouvidos toca: Novamente estou ouvindo "Aqui" do Capital Inicial
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Rabiscado por Bridget Bran às 04:40
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2 comentários:
De Amadan a 11 de Agosto de 2007 às 05:50
Carlos Drummond de Andrade é um dos maiores poetas da língua portuguesa e ímpar na literatura brasileira. Não conhecia este, obrigado pelo post.


De Bridget Bran a 11 de Agosto de 2007 às 17:07
Oi Amadan!

Obrigada pela visitinha em meu cantinho. Realmente, Carlos Drummond é demais e eu também não conhecia esse poema, recebi por acaso e me encantei....

Volte sempre!

Beijos!


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